Oncologia na Santa Casa

É com grande alegria e emoção que o Diretor Presidente da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, Pe. Flávio Jorge Miguel Júnior, depois de seis longos meses de muito trabalho, em maio de 2018, conseguiu reativar o atendimento de pacientes que fazem tratamento de radioterapia para Sorocaba e Região. A Radioterapia estava paralisada na Santa Casa desde outubro de 2016, após o vencimento da pastilha de cobalto, que era utilizada para os tratamentos de pessoas com câncer.

Sim, o povo sorocabano sofreu mais de 1 ano e meio com tal situação calamitosa, já que mais de oitenta pacientes precisavam viajar, diariamente, para Guarulhos e para São Paulo, para receber este tipo de atendimento.

Acreditamos que atenderemos, mensalmente, cerca de 120 pacientes e realizaremos até 5.280 sessões de radioterapias por mês.

O serviço de radioterapia é classificado como alta complexidade e é oferecido por duas fontes, sendo competência do Estado uma das partes e outra é do Município de Sorocaba.

A nossa amada Santa Casa já está integrante da rede Unacon, para tratamentos de oncologia. Entretanto, o serviço estava suspenso desde o ano passado, após o vencimento da pastilha de cobalto utilizada para os tratamentos.

Ainda este ano, Sorocaba deverá contar com dois equipamentos para o tratamento do câncer, segundo informou Padre Flávio Júnior, que esteve em dezembro com a vereadora Iara Bernardi, em Brasília, para tratar do assunto com o então Ministro da Saúde, Ricardo Barros. No encontro com o Ministro, nosso Diretor Presidente e a vereadora ouviram a promessa de ativação, ainda em 2018, de um Acelerador Linear (máquina que utiliza energia elétrica para produzir radiação de última geração), cuja implantação vinha sendo adiada devido a problemas burocráticos e atrasos na construção da Casamata.

“Foram meses de muito sofrimento e negociação para termos a radioterapia na Santa Casa; confesso que, por vezes, em minha fraqueza cheguei a chorar diante das dificuldades que pareciam sem fim”, partilhou emocionado Pe. Flávio, “mas, agora, graças a Deus, conseguimos e as pessoas poderão finalmente ser tratadas em Sorocaba, não precisando mais fazer viagens longas e cansativas, diariamente, para Guarulhos”, concluiu o sacerdote.